O IFMT São Vicente recebeu, na manhã desta segunda-feira (28), um grupo de agricultores familiares e membros da Cooperativa Fartura Ouro Verde, para tratarem acerca de uma parceria envolvendo a Cooperativa, o Campus, a Conab e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Além de diretores do Campus, também participaram da reunião a diretora executiva da Conab, professora Rosa Neide; o deputado estadual Valdir Barranco; o superintendente do MDA, Nelson Borges; e o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri), Divino Martins de Andrade.
“Nós queremos firmar, cada vez mais, esta aproximação com a agricultura familiar. Já temos convênio com outra cooperativa, na piscicultura. Podem contar conosco. Aqui é um espaço de formação mesmo. Isso é que temos de mais rico: formar pessoas”, afirmou o diretor-geral Livio Wogel.
De acordo com a professora Rosa Neide, “os Institutos Federais são grandes parceiros porque o foco é formar quem está no campo”. “A gente sabe que o filho do trabalhador, se ele tiver formação, ele pode dar continuidade ao trabalho dos pais, ao trabalho dos avós, em uma outra dimensão, avançando na questão da tecnologia e de maquinários”, destacou, reforçando a necessidade de dar condições às famílias de assentados se manterem no campo, com conhecimento, tecnologia e equipamentos.
A representante da Conab ainda afirmou que “o que a gente pode fazer é conseguir um pouco de recursos para que possam reestruturar as agroindustrias do campus” para que o agricultor familiar obtenha capacitação, conhecimento e condições de agregar valor a seus produtos.
“Temos esta parceria com a professora Rosa Neide desde quando ela era deputada, que já destinou uma emenda de R$ 500 mil para formarmos uma cozinha experimental, para formar pessoas sob boas práticas da agricultura familiar e fazer o processo de desidratação de frutas e legumes para poder agregar valor nos seus produtos”, explicou o diretor-geral do campus.
Agora esta parceria será ampliada, por meio da Conab, para a reestruturação dos setores das agroindústrias de São Vicente e não só a cozinha experimental. “A gente acredita que é preciso agregar valor e qualidade de vida com estas produções. Eles também ganham uma melhor forma de comercialização, por meio do cooperativismo, e é tudo isso que São Vicente ensina para os nossos estudantes”, complementa Livio Wogel.
Para Nelson Borges, do MDA, “temos que trabalhar a viabilidade econômica produtiva dos assentados. Para que as famílias tenham o mínimo de renda para que elas possam permanecer na terra e ter um resultado econômico satisfatório. Acho que esta experiência aqui pode ser um substrato para que possamos construir esta viabilidade econômica”.